Aspectos técnicos:
Por se tratar de uma praça, não encontramos dificuldades em relação ao clima e a acústica. A praça recebe bastante iluminação solar durante o dia e, devido as árvores, também possui várias sombras.
O grande problema está na falta de iluminação noturna, pois não há luz direta.
A luz indireta vem da banca de jornal e do hall de entrada da faculdade graças a faixada de vidro.
Existe certa movimentação de carros e pessoas nos arredores, mas que não chega a caracterizar o lugar como "barulhento".

Aspectos de uso:
Tanto durante o dia quanto durante a noite o jardim é pouco usado. Não é exatamente um espaço de convívio dos alunos da E.A., como também não é um espaço muito freqüentado pelos moradores da região. O lugar serve basicamente como uma passagem (na sua parte frontal) para os pedestres, e como playground de cães e crianças; a banca de jornal que fica em frente ao jardim acaba sendo o maior foco de movimentação. Um dos motivos óbvios pra essa "desertificação" do espaço é a ausência de bancos, não existindo, portanto, lugares para as pessoas se acomodarem. A área do jardim é bem grande, mas como não é usufruída em todo o seu potencial, acabou ficando "apática".
Aspectos formais:
Dois dos quatro lados do jardim são cercados pelas fachadas da E.A., enquanto os outros dois se comunicam diretamente com o passeio, sendo por isso um espaço bem aberto. As fachadas do prédio possuem uma extensa área de paredes de vidro e brises de um lado e muitas janelas do outro, o que permite a comunicação visual entre o jardim e o hall interno da Escola. Entretanto, como o jardim é pouco freqüentado, muitas pessoas não se dão conta de que ele faz parte do prédio de Arquitetura, fazendo com que o mesmo fique "escondido".
O paisagismo do jardim é bem planejado, contudo é, talvez, um pouco monocromático demais, deixando o espaço com uma aparência um pouco monótona.
Aspectos históricos:
O prédio de arquitetura, juntamente com a praça, foi projetado por Shakespeare Gomes em 1948 e demorou cerca de 6 anos para ser concluído. Atualmente a obra foi tombada como patrimônio histórico, porém o que era para ser um exemplo de uma arquitetura com função pública, acabou se distanciando das pessoas por sua estrutura ser pouco convidativa. A ausência de assentos desde a última reforma, na qual os bancos foram transferidos para o pátio, contribui muito para que o usuário não se sinta a vontade.
O lago artificial, desenhado no formato da Lagoa da Pampulha, abrigava peixes até ser coberto em uma reforma, e, atualmente, retomou sua posição na praça.Até então nunca houve um projeto no local que o mantivesse ativo durante a noite.



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